CPTM aciona Justiça e pede que greve de ferroviários seja considerada ilegal

Estação Franco da Rocha da CPTM, linha 7-Rubi, amanhece fechada devido à greve dos ferroviários, em Franco da Rocha (SP). A categoria decidiu em assembleias paralisar 4 das 6 linhas da CPTM, em reivindicação a 7,89% de reajuste (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo)

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou no fim da manhã desta quarta-feira (3) que entrou com pedido na Justiça do Trabalho para que a greve dos ferroviários seja considerada ilegal. Os funcionários da CPTM paralisam parcialmente as linhas 7 e 11, e totalmente as linhas 10 e 12, desde a madrugada na capital paulista a cidades da Grande São Paulo.

O Tribunal Regional de Justiça (TRT) disse, por meio da assessoria de imprensa, que até o começo da tarde não havia recebido o pedido da CPTM. A companhia afirmou que pediu abusividade da greve, aplicação de multa e julgamento de dissídio.

Segundo a CPTM, a paralisação é ilegal porque não atendeu uma liminar que definia o mínimo de 90% do efetivo de maquinistas em horário de pico e de 70% dos trabalhadores das demais atividades em caso de greve.

A companhia no entanto, não informou se vai descontar o dia parado na folha de pagamento, mas busca na Justiça retomar a circulação de todas as linhas ainda nesta quarta-feira.

Depredação
Quem depende dos trens da CPTM na capital e Grande São Paulo para ir ao trabalho ou a escola reclamou da greve. Em protesto contra a paralisação, passageiros depredaram a estação Francisco Morato, na Linha 7- Rubi.

Reivindicações
Os ferroviários reivindicam 7,89% de reajuste salarial mais 10% de aumento real. A próxima reunião no TRT está marcada para o dia 11, às 13h. Já a CPTM propôs reajuste salarial com base no IPC, de 6,6527%, com adicional de 1% e reajuste de 10% sobre os benefícios. A segunda oferta é de reajuste linear de 8,25% sobre salário e benefícios.

Estação Francisco Morato da CPTM (Foto: Carolina Dantas/G1)Estação Francisco Morato, da CPTM, após ser depredada durante greve (Foto: Carolina Dantas/G1)

Fonte: G1

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