CPTM pode ter greve no dia 1º de agosto por causa de possibilidade de redução de salário

Funcionários da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos decidiram em assembleias na noite desta terça-feira, 18 de julho de 2017, entrar em estado de greve.

A categoria pode cruzar os braços no 1º  de agosto.

De acordo com os sindicatos que representam os trabalhadores, o motivo é a possibilidade de redução salarial de 3,51% nas folhas da categoria.

As entidades sindicais dizem que esse percentual se refere a um dissídio de 2011 e que agora será descontado dos funcionários.

Se houver paralisação, devem ser afetadas todas as seis linhas da CPTM.

No dia 31 deste mês, os sindicatos devem fazer nova assembleia para decidir se paralisam ou não.
A categoria é dividida em quatro sindicatos:

Sindicato dos Ferroviários de São Paulo: trabalhadores das linhas 7-Rubi (Luz / Francisco Morato / Jundiaí) e 10-Turquesa (Brás / Santo André / Rio Grande da Serra).

Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana: funcionários das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes / Itapevi / Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco/ Grajaú).

Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil: funcionários que atuam nas linhas 11-Coral  (Luz / Mogi das Cruzes / Estudantes) e 12-Safira (Brás / Itaquaquecetuba / Calmon Viana).

Sindicato dos Engenheiros

A CPTM transporta em torno de 3 milhões de pessoas por dia.

Em nota, ao Diário do Transporte, a CPTM diz que cumpre apenas decisão judicial.

A CPTM esclarece que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) decidiu em abril deste ano que o índice de reajuste determinado pelo TRT –SP (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo) no dissídio coletivo de 2011 é indevido.

Portanto, em cumprimento à decisão judicial, a Companhia irá aplicar a redução da tabela salarial, em 3,51%, a partir do mês de julho/17. Ressalta-se que a CPTM é obrigada a cumprir determinação do TST, sob pena de crime de responsabilidade dos seus gestores. Os valores já pagos e recebidos pelos empregados até agora não serão descontados.

Já os metroviários ameaçam também realizar manifestações, que podem culminar em paralisação, por causa da não publicação de uma lista com promoções trabalhistas e outros acordos por parte do Metrô.

Uma assembleia será realizada nesta quinta-feira, 20, para decidir o rumo da movimentação pelo Sindicato dos Metroviários.

O Metrô de São Paulo transporta diariamente 4,5 milhões de pessoas por dia, em média.


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